Não há culpa em estar enganado.
A condenação está no fato de que, aquele que se deixa enganar, torna-se repetidor do engano, e portanto coparticipante e conivente, levando outros ao erro.
Tenham zelo de suas almas.
Cuidado com as ideias que defendem, porque é muito provável que tornem praticantes destas ideias que podem amanhã ser causa da tua vergonha ou ruína.
Lave os pés uns dos outros, porque muitos são os acusadores mas Um só é nosso justificador. Contudo, evite botar a mão no fogo pelo caráter de uma pessoa, eventualmente ela pode trair tua confiança e lhe envergonhar.
Não se apresse em proferir opiniões e juízos, porque podem vir a ser tua própria sentença.
"E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas."
E por isso o próprio Eterno lhes enviará a Operação do Erro, para que creiam a mentira;
Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade."
O mal que domina sobre o homem herdou do homem seu poder, não há culpado fora de nós.
A menos que se abandone o estado de acusador do outro, não se pode chegar à Árvore da Vida, que revela a cada um seu estado de réu culpável naquilo que o próprio condena.
O bem que nos redime então, está no Filho do Eterno que se fez filho dos homens para reconquistar o domínio sobre vida e morte, porque compreendia a necessidade de misericórdia ainda quando Ele próprio não carecia dela para Si, mas em favor dos outros.
Este tem agora paz com o Juiz Supremo, porque foi-lhe quitada a dívida que pesava sobre ele, e perdoada pela própria Vítima da maldade do homem. Mas este vive em guerra contra a maldade e engano que não cessam, sua espada é isto, o conhecimento destas coisas. Não contra as pessoas, mas contra a densa nuvem de trevas que cobre esta Luz.
Os que repelem e combatem estes guerreiros, a quem repelem? Contra quem combatem?